quinta-feira, 6 de dezembro de 2007



As crinas da terra são livres, ela parece estar em quietude mas nas suas florestas urgem desejos.
As árvores ouvem o chamamento do mar.
Ele vem até elas sob a forma de um nevoeiro denso, guiado pela lua.
Um nevoeiro silencioso e vivo, que esconde a luz, mas traz em si próprio um cheiro luminoso.
Um nevoeiro que chega e envolve a terra por essas crinas que são árvores e ervas, como uma miragem fugidia.
E o cheiro a mar e a resina confundem-se e trazem de regresso a alma inteira.
Quando um humano assiste a este milagre, a respiração abranda-lhe e os olhos aumentam para suster o tempo e ficar suspenso no abraço da magia.
A floresta está viva e a sua quietude terna e fugidia, apenas nos permite vislumbrar de relance o seu chamamento para acordarmos.

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