
E se afinal a intimidade pudesse ir muito mais longe e começar onde agora acaba?
E se se pudesse tomar o corpo e a alma como um só?
E se não houvesse nada para esconder mas tudo para descobrir?
E se em vez dos gestos usados, criasse gestos novos que nunca experimentei e os usasse sem querer prever os resultados?
E se fosse mentira ter que escolher entre amar e ser livre e ao contrário pudesse amar e com isso libertar-me?
E se quebrasse as regras em vez de quebrar a minha alma e me atrevesse a ser inteira e mostrá-lo com orgulho ao mundo como uma banderia?
E se voltasse a querer a minha criança curiosa, pulasse muros e me aventurasse nas florestas?
E se em vez de segura me sentisse viva?

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