quinta-feira, 28 de novembro de 2013






Entravam aos poucos, uns a pares, outros sozinhos, era a primeira aula de danças de salão.
A sala era tão grande e tinha tantos espelhos, que era difícil passar despercebido.
As borbulhas saltavam à vista sob a luz do lustre magestático que enchia o centro do salão.
- Livra, se me cai em cima desfaz-me… deixa-me lembrar de levar o meu par pela orla da sala, não vá o diabo tecê-las. Gostava de rebolar com ela no chão mas sem o lustre à mistura.

Entravam aos poucos, uns a pares, outros sozinhos, era a primeira aula de danças de salão.
A sala era tão grande e tinha tantos espelhos, que era difícil passar despercebido.
As borbulhas saltavam à vista sob a luz do lustre magestático que enchia o centro do salão.
- Livra, se me cai em cima desfaz-me… deixa-me lembrar de levar o meu par pela orla da sala, não vá o diabo tecê-las. Gostava de rebolar com ela no chão mas sem o lustre à mistura.
A professora saiu da sombra, fez uma entrada apropriada na sala, com a sua cigarrilha bem segura entre os dedos e os lábios bem vermelhos, proclamando que a menopausa não é o fim de nada, pelo menos para ela.
E quando tudo seguia os ritos exigidos, entrou de rompante pela sala um homem grande e escuro que agarrou a Margarida pequenina pelo braço e lhe gritou:
- Ah grande cabra, andas a dançar com os gajos todos e o jantar em casa por fazer!
A Margarida fez-se de todas as cores e começou a gaguejar… o seu sonho das tardes de sexta tinha sido descoberto antes de começar.
Antes que alguém reagisse, a Margarida saiu quase a voar pela porta atrás do grandalhão abrutalhado.
- Chamamos a polícia? – perguntou o António
Mas a mestra respondeu sem um sorriso nem um piscar de olhos: - Não, a única coisa a fazer é tocar um tango argentino.


A professora saiu da sombra, fez uma entrada apropriada na sala, com a sua cigarrilha bem segura entre os dedos e os lábios bem vermelhos, proclamando que a menopausa não é o fim de nada, pelo menos para ela.
E quando tudo seguia os ritos exigidos, entrou de rompante pela sala um homem grande e escuro que agarrou a Margarida pequenina pelo braço e lhe gritou:
- Ah grande cabra, andas a dançar com os gajos todos e o jantar em casa por fazer!
A Margarida fez-se de todas as cores e começou a gaguejar… o seu sonho das tardes de sexta tinha sido descoberto antes de começar.
Antes que alguém reagisse, a Margarida saiu quase a voar pela porta atrás do grandalhão abrutalhado.
- Chamamos a polícia? – perguntou o António
Mas a mestra respondeu sem um sorriso nem um piscar de olhos: - Não, a única coisa a fazer é tocar um tango argentino.

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